Economia
Pedro Abrunhosa e Bordalo II colocam-se do lado dos manifestantes no Porto
Bordalo II publicou um vídeo com a instalação de uma placa com a inscrição 'Vende-se' frente à Câmara Municipal e que entretanto já foi retirada.
O cantor portuense e o artista plástico manifestaram esta quinta-feira, através de texto e vídeo, apoio aos manifestantes que contestam nas ruas do Porto as políticas de habitação do Governo e também a carga policial de que foi alvo um grupo esta madrugada com resultado de dezenas de feridos, dois deles em estado grave.
Bordalo II publicou um vídeo em que mostra a instalação de uma placa com a inscrição 'Vende-se' frente ao edifício da câmara, na Praça General Humberto Delgado, por parte de um homem vestido com um casaco amarelo. Uma placa que, de acordo com a Lusa, já tinha sido já retirada quando eram 18:40.
Na página de Instagram, Bordalo II publicou ainda uma imagem em que, num sinal de trânsito que indica a existência de uma passadeira, adiciona dois elementos que emulam polícias de choque a agredir o peão.
Também o cantor portuense Pedro Abrunhosa recorreu esta quinta-feira às redes sociais para manifestar o seu apoio aos manifestantes que estão a protestar no Porto, primeiro contra as políticas de habitação do Governo Montenegro, e depois contra a carga policial que foi feita sobre os manifestantes que pernoitavam na Praça D. João I.
Pedro Abrunhosa, ele próprio um ex-libris da Invicta, deixou na sua página do Facebook um curto texto em sete alíneas saindo em defesa dos "manifestantes pelo Direito à Habitação".
O cantor inicia com uma justificação para o ajuntamento, considerando que "décadas de negligência dos sucessivos governos no cumprimento da Constituição sobre o Direito a uma Habitação condigna não poderiam deixar de resultar num massivo e legítimo descontentamento social", para lembrar que "o espaço público é o local para reivindicar que a Lei se cumpra".
É nesse sentido que considera que "alegar o incumprimento da Lei para justificar a carga policial desta madrugada no Porto é abrir o flanco sobre o longo incumprimento constitucional e reduzir o assunto à mera escola da ordem pública".
Abrunhosa aconselha o diálogo entre todas as partes - câmara, polícia e manifestantes - como caminho mais correto para resolver o que chama de "crise da ocupação do espaço público" ocorrida a noite passada, "evitando-se a escalada".
Lembrou depois que "não ter casa é um drama inominável que afecta sobretudo os mais jovens, os vulneráveis e os idosos e que merece ser tratado com toda a seriedade na esfera pública".
"Um acampamento urbano pode ser um incómodo, um acontecimento indesejado, mas é precisamente esse o poder simbólico do mesmo", sublinhou.
Na segunda-feira, a Polícia Municipal retirou cerca de 50 tendas que estavam armadas na Praça D. João I no âmbito de um protesto pelo direito à habitação, que teve início no sábado, depois de a câmara ter dito que o acampamento ocupava indevidamente o espaço público.
A retirada das tendas não afastou os manifestantes, que dormiram ao relento e mantiveram o protesto. Na quarta-feira, numa assembleia popular, as pessoas votaram manter o protesto e voltar a dormir em tendas, manifestando o grupo vontade de "continuar a crescer e não só no Porto", apelando a outras cidades, como o que já está convocado para Lisboa no sábado.
Os participantes voltaram a instalar tendas durante a noite, que foram retiradas pela polícia, depois de o presidente da Câmara do Porto ter dito na quarta-feira que seria "absolutamente implacável com qualquer tentativa de colocação de tendas" na Praça D. João I.
A ação da polícia aconteceu cerca das 3:00, numa operação que o movimento refere ter provocado 39 feridos, dois dos quais em estado grave.
Na nota de hoje, o movimento "denuncia veementemente o uso de força extrema, desproporcional e injustificada durante a intervenção policial na acampada, que se manteve, desde o primeiro momento, pacífica, sem nunca incitar à violência", considerando a carga "inaceitável" e pedindo responsabilidades.
O movimento apresenta seis reivindicações principais: "abaixo a lei das rendas; fim dos despejos; fim da compra de imóveis por fundos abutres; mais habitação pública; recuperação de imóveis devolutos para habitação; tetos às rendas".
A PSP confirmou entretanto um polícia ferido e a existência de feridos entre os manifestantes, sem precisar quantos, atribuindo a razão da intervenção a "comportamentos de resistência".
O presidente da Câmara do Porto disse hoje que a PSP se viu "forçada" a atuar perante a atitude dos manifestantes, tendo lamentado o incidente.
c/ Lusa
A retirada das tendas não afastou os manifestantes, que dormiram ao relento e mantiveram o protesto. Na quarta-feira, numa assembleia popular, as pessoas votaram manter o protesto e voltar a dormir em tendas, manifestando o grupo vontade de "continuar a crescer e não só no Porto", apelando a outras cidades, como o que já está convocado para Lisboa no sábado.
Os participantes voltaram a instalar tendas durante a noite, que foram retiradas pela polícia, depois de o presidente da Câmara do Porto ter dito na quarta-feira que seria "absolutamente implacável com qualquer tentativa de colocação de tendas" na Praça D. João I.
A ação da polícia aconteceu cerca das 3:00, numa operação que o movimento refere ter provocado 39 feridos, dois dos quais em estado grave.
Na nota de hoje, o movimento "denuncia veementemente o uso de força extrema, desproporcional e injustificada durante a intervenção policial na acampada, que se manteve, desde o primeiro momento, pacífica, sem nunca incitar à violência", considerando a carga "inaceitável" e pedindo responsabilidades.
O movimento apresenta seis reivindicações principais: "abaixo a lei das rendas; fim dos despejos; fim da compra de imóveis por fundos abutres; mais habitação pública; recuperação de imóveis devolutos para habitação; tetos às rendas".
A PSP confirmou entretanto um polícia ferido e a existência de feridos entre os manifestantes, sem precisar quantos, atribuindo a razão da intervenção a "comportamentos de resistência".
O presidente da Câmara do Porto disse hoje que a PSP se viu "forçada" a atuar perante a atitude dos manifestantes, tendo lamentado o incidente.
c/ Lusa